17.7.09

rabujo

ontem percebi que ando muito rabujenta. aí pensei que "hm, eu sempre fui rabujenta, não é novidade". só que fazia tempo que eu não me via assim. lembrei que quando fui pra argentina várias coisas foram mudando, inclusive o fato de eu ser rabujenta. no último ano fui muitíssimo menos reclamona que no resto da minha vida. só que essa semana estive reclamando e rabujando pelos cantos, como nos tempos de colégio. e foi aí que eu entendi: o que me faz ser rabujenta é acordar cedo. dormir menos do que eu preciso não me faz nada bem, e me deixa num constante mau-humor que é insuportável. até 2007 fui rabujenta, acordava cedo pra ir pro colégio. 2008 e começo de 2009, personalidade rabujenta desaparece: eu podia acordar tarde todos os dias, e quando tinha que acordar cedo podia dormir à tarde. é tão óbvio e ridículo que eu fico até constrangida de não ter percebido antes. então né, mais uma semana e meia de rabujo, e voltamos ao normal. não que eu vá a ser uma dessas pessoas vibrantes que emanam alegria e empolgação: acordar tarde não muda minha personalidade, só me deixa menos chata.

16.7.09

i'm soooo tired...i'm feeling so upset!

RT @polycazzo: o despertador toca e eu penso em demissão. o despertador toca de novo e eu penso em suicídio. na terceira vez eu levanto, de mau-humor.

não é que eu não goste de trabalhar, não vejo nenhum problema em fazer isso. é bom ocupar meu tempo com algo útil, é bom ganhar dinheiro, e é bom me sentir capaz e responsável, e todas essas coisas que a gente pensa quando começa a trabalhar. eu só queria poder dormir. ter que acordar cedo é a única coisa que realmente me faz sofrer e pensar se é isso que eu quero pra mim. nunca vou ser feliz acordando às sete e meia da manhã. nunca. e isso é um problema, porque a menos que eu trabalhe num bar pro resto da vida, eu não vou poder acordar tarde com muita freqüência (olha, não é nem tão tarde, se eu pudesse acordar às 10h, ou até mesmo às 9h30, já tava de bom tamanho!), e trabalhar num bar não é bem o que eu visualizei pro meu futuro, sabe. tá, devem existir trabalhos bacanas que comecem um pouco mais tarde, né? certeza que existem. vou procurar um desses.

11.7.09

sobre ir embora e depois voltar

acho estranho estar morando nessa casa, porque eu nunca fui assim aqui. morei aqui por mais ou menos sete anos, cresci um monte nesse período, passei por várias coisas, mudei, meu quarto mudou, a sala mudou, minha vida mudou, minha mãe mudou, o quarto da minha mãe mudou, o marido dela também, minha empregada querida foi embora e meu igualmente querido cachorro também. tudo mudou muito nesses sete anos, como é normal e esperado. só que apesar de todas as coisas que mudaram, desapareceram, e apareceram, essa pessoa que eu sou agora não faz parte de nada disso- nunca fez. é esquisito pensar assim, porque eu sou a pessoa que eu sempre fui, como é totalmente inevitável na minha condição de ser humano. mas talvez pensando de um jeito um pouco diferente tenha um pouco mais de sentido, olha: eu nunca tive esse tamanho dentro dessa casa. é, acho que assim fica melhor. eu cresci e mudei tanto nesse um ano e meio que morei fora (e não é que eu saiba explicar concretamente de que mudanças estou falando, é um simples sentir-diferente, um saber-que-mudei), que agora quando volto pra esse lugar (que apesar de mudado continua sendo o mesmo lugar), eu me sinto esquisita. também não é que eu não caiba, nem que eu não me sinta em casa. nada disso. me sinto confortável, e onde-eu-deveria-estar. mas é esquisito mesmo assim. essa pessoa que eu sou agora nunca esteve nessa casa. essa casa não me conhece como eu sou agora. as pessoas em volta também não. é esquisito. essa é minha cidade. minha casa. as pessoas da minha vida. esquisito.

8.7.09